Desigualdades Sociais


Responsável pelas desigualdades sociais é quem rouba o dinheiro da educação. Alguns parecem pensar que a solução para esse problema está no empobrecimento da população, nivelando, por baixo, o ensino, os salários e os benefícios previdenciários.

Vai nisso um grande equívoco e uma total inversão de valores. Temos que lutar para nivelar as pessoas por cima, investindo na educação e na saúde, a fim de que todos, sem distinção, tenham as mesmas oportunidades de saúde, estudo e emprego.

Não existem coitados nem deserdados da sorte. Nós, que somos espíritas, sabemos que cada um ocupa o lugar que deveria ocupar, segundo a justiça da lei divina. Isso não significa que devamos aceitar, passivamente, tudo o que nos é dito ou imposto. Recebemos inteligência para pensar e discernir, não para tomar o caminho mais fácil da vitimização.

A ideia da opressão de uma classe por outra pode nos conduzir a abismos perigosos de intolerância e violência.  Esse pensamento coloca uns contra os outros, fazendo com que os mais pobres se sintam desfavorecidos e usurpados por quem tem uma condição um pouco melhor.

Muitos se esquecem de que grande parte dos chamados privilegiados empreenderam enormes quantidades de esforço, tempo e energia para conquistar seus méritos. Para a maioria, as coisas não caem do céu. São fruto de muita dedicação, da garra, da enorme vontade de crescer honestamente. E, acreditem, isso é possível.

O caminho do crime e da corrupção pode ser o mais fácil, contudo, não conduz à verdadeira felicidade.  Os prazeres assim proporcionados não passam de ilusão e, como toda ilusão, são transitórios.  A morte nos mostra, de maneira inequívoca e inquestionável, o que  devíamos compreender ainda em vida: que somos todos iguais em direitos e obrigações em face dos mandamentos de Deus.

E as consequências de quem se entrega a esses vícios são terríveis, embora, muitas vezes, não sejam sentidas nessa vida. Mas nada passa impunemente pela sabedoria da vida, que age com justiça, em prol da igualdade de todos e da soberania das leis divinas.

Ter dinheiro ou não depende dos méritos, das provas e do esforço de cada um, o que está, indissoluvelmente, atrelado aos valores morais da honestidade e da dignidade. Não é uma questão de acaso, mas da escolha que foi feita antes da reencarnação.  E, francamente, isso não é o mais importante no mundo.  Nada supera um bom coração, nenhuma fortuna é mais valiosa do que o amor.  A quem tem isso, na verdade, nada falta.

Tudo, porém, pode ser transformado. O destino não é inflexível nem inexorável. Todos temos condição de mudar nossas vidas mas, para isso, precisamos acreditar, querer e nos sentir merecedores. Nossas derrotas não podem ser creditadas ao infortúnio nem a ninguém além de nós mesmos.

Deus não elege favoritos, e a vida não compactua com a desonestidade.  Cada um há de abraçar as suas provas com confiança e inabalável dignidade.  A exortação à revolta pelas desigualdades sociais funciona como anteparo às investidas do bem, que ficam limitadas pela densidade das vibrações de raiva, inveja e indolência.  Isso apenas favorece as hordas do mal, que se comprazem com a discórdia, a inveja, o rancor, o ressentimento, o desrespeito, a vingança.

A tudo isso, devemos responder com fé, perdão, caridade e amor.  Temos que manter firmes a coragem e o ânimo, a fim de transformar situações difíceis em obstáculos superáveis.   As pessoas merecem ser respeitadas e valorizadas por sua contribuição à vida em sociedade, pois tudo é necessário ao progresso e ao desenvolvimento, desde o serviço de faxina até os mais altos escalões da política.  Todo trabalho honesto é digno e importante, essencial para a harmonização das relações sociais.

A vida não é injusta, porque Deus não é injusto.  Cada um recebe o que merece e o de que precisa.  Nem mais, nem menos.

Vamos lutar contra as desigualdades sociais, exigindo, de forma pacífica e ponderada, mais investimentos e mais igualdade de oportunidades na EDUCAÇÃO!

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