O Mundo Depende de Nós


Não estamos aqui de passagem nem por recreação. Estamos aqui para aprender, através das experiências, a melhorar nossa essência e a do planeta em que vivemos. Da reforma íntima de todos os seres depende a reforma do mundo, que aguarda de nós uma solução para tantos desequilíbrios.

Nunca nosso planeta precisou tanto de nós, de nossas orações, nossa confiança, nosso esforço no propósito de mudar.  O mundo já  não é mais o mesmo, está evoluindo, caminhando para mais uma renovação, dessa vez, mais de espírito do que de matéria.  Precisamos nos concentrar em contribuir para que essa inevitável mudança aconteça sem dor ou com o mínimo de dor possível.

Muitos são os que ainda resistem, vivendo como se o mundo fosse uma mina da qual se pode extrair e dilapidar sem se preocupar com as consequências.  Vivem como se não existisse nada além do aqui e agora.  Estão enganados, mas não sabem disso.  Sequer desconfiam ou se permitem pensar que podem estar errados.  Cegos pelo orgulho e a ignorância, destroem com a mesma ferocidade com que alimentam a cobiça.

Tudo tem um preço.  A destruição também há de ter o seu, e um preço muito alto.  A natureza não aguenta mais e não se cala.  A todo instante, reclama das agressões com a fúria de seus elementos, ceifando vidas e igualando os que se julgam desiguais.  A desigualdade existe, porém, não se refere à essência do ser humano, mas a suas qualidades.  E, assim mesmo, é para que todas sejam respeitadas e compreendidas.

Temos que abrir os nossos olhos, estar atentos, aguçar nossos sentidos para os acontecimentos que chegam e os que ainda estão por vir.  O momento não é de separação, mas de união, de acreditar que somos todos unos com a divindade e nos comportarmos como tal.

Temos que olhar para o outro com os mesmo olhos com que olhamos para nós mesmos e vice-versa.  O outro é apenas um reflexo do que somos, logo, somos iguais a ele e ele é igualzinho a nós.  O que nos separa são as nossas escolhas diante dos vários caminhos que levam ao amadurecimento.  Uns optam pela senda do amor, outros, pela da dor, mas todas elas, inexoravelmente, nos conduzem em direção a Deus.

Tantas coisas ruins estão acontecendo agora para que, num futuro não tão distante, coisas boas cheguem até nós como realidades sólidas, não passageiras.  O bem deve imperar no mundo, porque é de sua essência, faz parte da natureza de Deus, logo, faz parte também da nossa.

Aqueles que se distanciam do bem deixam-se cegar pelo orgulho e o poder, mas essa cegueira é passageira.  Um dia, os instrumentos da divindade cuidarão de atuar sobre eles para abrir-lhes os olhos e desvendar-lhes a verdade única da igualdade e falibilidade do ser humano.

As ilusões da matéria nos perturbam diariamente, apresentando-nos desejos que lutamos para realizar.  Tudo muito bem, desde que observados certos limites.  O bom-senso e o respeito devem guiar toda a nossa conduta, ainda que isso signifique abrir mão de um valor em nome da nossa dignidade.

 Valores do espírito são eternos, imutáveis, verdadeiros. O resto é mesmo ilusão e se perde à medida que vamos adquirindo conhecimento e transformando nossas prioridades, reconhecendo que é nas conquistas morais que reside nossa chance de adquirirmos o direito de continuar habitando a Terra.

Vários segmentos espiritualistas confirmam essa época de mudanças, em que o planeta deixará de ser um lugar de sofrimento para se converter em local de renovação.  Sendo assim, podemos, desde já, renovar nosso Eu mais profundo, jogando fora pensamentos e sentimentos daninhos, que em nada enaltecem o nosso espírito.

Orgulho, vaidade, ódio, inveja, ciúme, ambição, falsidade, egoísmo…  Tudo isso são desvalores da alma que precisam de transformação, mas que não devem ser negados nem mascarados.  Se ocultamos ou rejeitamos as coisas ruins que possuímos, tiramos de nós mesmos a chance de aprender e nos modificarmos.

Não é assim que promoveremos o nosso crescimento.  É importante identificar as sombras dentro de nós, pois só assim poderemos banhá-las de luz.  Não somos perfeitos, embora caminhemos para a perfeição, porque essa semente está plantada dentro de nós.  Contudo, ainda não a cultivamos o suficiente para agir sem erros nem falhas.

Reconhecer e aceitar nosso lado mais escuro é fundamental para iluminar nossa alma.  A transformação depende disso, do quanto somos sinceros com o que sentimos e pensamos. É claro que o orgulho, na maioria das vezes, nos atrapalha, camuflando nossas dificuldades com o medo, a vergonha, a timidez.

Mas a verdade é que não gostamos de assumir os nossos defeitos.  Reconheçamos, então, que o primeiro a ser modificado é o orgulho.  Dele depende todo o nosso amadurecimento moral e espiritual.  Deixemos ao orgulho a tarefa do reconhecimento de nossos valores, nossa autoestima, do amor que sentimos por nós mesmos.

Isso é saudável, reflete nosso autovalor.  O orgulho que precisamos eliminar é aquele que nos coloca no alto e nos acena com a ilusão de que somos os melhores, os mais poderosos, os mais importantes.  Esse é que faz o ser humano cometer barbaridades contra si mesmo e seus semelhantes, porque se engana ao pensar que pode tudo e está acima de todas as leis.

Vivemos num planeta tão lindo!  Quantas belezas naturais, em todos os lugares que a vista alcança.  Não há recantos no mundo que não ostentem sua parcela de beleza.  Tudo isso para nos auxiliar a sobreviver e contrabalançar as impurezas que ainda despejamos no ar, com nossos pensamentos mesquinhos e nossos sentimentos egoístas.  Mas podemos mudar, temos que mudar!  Toda a transformação desse mundo maravilhoso só depende de nós.  Não podemos mais adiar essa decisão.

Cada um deve olhar para dentro de si, sem se preocupar com o outro.  Deixemos ao próximo a tarefa de modificar-se a si próprio e concentremo-nos nas nossas necessidades. Todos temos condições de empreender essa mudança, de vencer a nós mesmos e, consequentemente, vencer o mundo.  É nosso dever como criaturas divinas que somos.  Não deixemos para depois essa mudança.  Agora é a hora de iniciar.

Cada um é responsável por si e pelo lugar que ocupa no planeta.  Da soma de todos esse lugares, ocupados por várias individualidades, é que resulta e resultará a qualidade do mundo em que vivemos.

Façamos o melhor por nós e pelo próximo, pois isso será, em síntese, o melhor que se pode esperar para o mundo.

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