Uma Rápida Biografia


Nasci numa terça-feira, 10 de julho de 1962, no então estado da Guanabara. Morei na Tijuca a minha vida quase inteira. Minha infância foi de liberdade: numa época em que assaltos eram coisa rara, vivia solta pela rua, brincando com amigos, andando de bicicleta, sem que nada de ruim nos acontecesse.

Estudei no Instituto de Educação do Rio de Janeiro.  Lá, fiz jardim, CA, primário, ginásio e primeiro ano normal.  Amava o colégio.  Tanto que, quando minha mãe queria me obrigar a comer, me ameaçava: “Se não comer, não vai para a escola”.  Pronto.  Comia tudo.

Adorava ler e escrever.  Ainda no ginásio, aos 11 anos, escrevi minha primeira poesia.  A partir daí, passei a desenvolver a escrita, buscando aperfeiçoar-me cada vez mais.  Escrevia poemas, textos e até alguns contos.   Fiz, inclusive, alguns versos de amor sob encomenda.  Aos 13 anos, ganhei um concurso de poesias patrocinado pela Editora Ática.   Ao todo, tenho 10 cadernos e 599 escritos, entre prosa e verso.  Até 1995, escrevia com bastante frequência.  Depois, passei a um ou dois por ano, até que, em 2007, encerrei de vez essa fase.  Talvez o 600º poema esteja aguardando um tema especial.

Paralelamente a tudo isso, minha mediunidade foi se desenvolvendo.  Desde criança, via e ouvia espíritos.  E como todo mundo na minha casa era médium, produzíamos muitos efeitos físicos.  Eram copos que andavam, chuveiros que se abriam sozinhos, luzes que se acendiam.  Tínhamos um gato que vivia arrepiado, coitado!  Com o tempo, graças a Deus, isso parou.

Escrever sempre foi a minha vida.  Por isso,  me perguntava por que não produzia mais nada.  Sabia que o dom ainda existia, mas não tinha mais inspiração.  Hoje compreendo que o Leonel estava me preparando para, mais tarde, desenvolver com ele essa tarefa no campo da literatura espiritualista.

Em 1979, fui para o Instituto Guanabara, a fim de me preparar para o vestibular.  Terminei o segundo grau e passei no vestibular para a UFF (Universidade Federal Fluminense), em  Niterói, no ano de 1981.  Queria ser jornalista.

Não gostei do curso.  Tranquei matrícula e me matriculei num cursinho para fazer novo vestibular, dessa vez para Direito.  Classificada na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), formei-me em 1988.

Depois, fiz concurso para várias coisas.  O primeiro em que passei foi para Procurador da Fazenda Nacional e fiquei lotada em Limeira, no interior de São Paulo.  Gostava da cidade e das pessoas, mas então, em dezembro de 1993, fui aprovada no concurso para o Ministério Público do Trabalho e voltei para o Rio de Janeiro.

Mais tarde, tornei-me mãe, a experiência mais gratificante que já tive.  Amo o meu filho acima de tudo neste mundo (e em outros também).   E somente quando ele já tinha um aninho de vida foi que comecei a psicografar, sem nem saber que o fazia.

Desde então, não parei mais.  E não pretendo parar.  Talvez, quando ficar bem velhinha, mas só se a minha cabeça falhar.  Se não, vou continuar por aqui mais um tempo.

Eu adoro a informalidade.  Gosto de coisas simples, sem muita frescura, sem exageros nem etiquetas bobas.  Aprecio a beleza e as coisas boas porque me fazem sentir bem comigo mesma, me dão conforto, alegria, mas não são a prioridade na minha vida nem o que possuo de mais importante.

Meu ambiente de trabalho já é super formal, por isso, fora dele, gosto de me ver livre do rigor das normas.  Gosto de ser chamada de você, porque senhora não me faz sentir mais velha, mas dá a impressão de que sou intocável por ser justamente o oposto do que sou: formal.

Estamos todos no mesmo barco, não precisamos nos distanciar com cerimônias. Vamos, ao contrário, nos aproximar cada vez mais pelo amor e o respeito, que dispensam as formalidades e os tratamentos cerimoniosos.  Sou alguém que prioriza o conteúdo em lugar das formas, por isso, quando o outro possui em seu interior bondade, alegria, amor e outros bons sentimentos, é disso que eu gosto.

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