Trabalho e Evolução


Todos nós somos regidos por leis, e uma das leis da natureza é a lei do trabalho, que está intimamente ligada à lei do progresso (Capítulo 3 de O Livro dos Espíritos: Lei do Trabalho).  E a primeira verdade dessa lei?  Todo trabalho honesto é igualmente digno.

O trabalho é uma imposição social, e é através dele que provemos nossas necessidades e prazeres. Por intermédio do trabalho, também aperfeiçoamos a nossa inteligência e as nossas relações interpessoais, desenvolvendo a solidariedade, o respeito, a harmonia e o amor.

Devemos entender como trabalho tudo aquilo que contribui para o crescimento individual e da coletividade. Toda ocupação útil é trabalho e, nesse sentido, o trabalho não está limitado às ocupações materiais, envolvendo também as espirituais. Trabalhar num escritório, assim, é tão importante como trabalhar numa igreja, casa espírita ou qualquer outro templo religioso.

Em tudo na natureza, está presente o trabalho. Todas as coisas trabalham, desde as pedras e as plantas até os reis e presidentes. Cada um tem a sua função. Ninguém nasceu para viver na ociosidade. Uma pedra tem uma função, uma planta tem uma função, as formigas têm sua função na natureza.

A diferença entre nós e os animais, as plantas e as pedras é que eles não trabalham para o desenvolvimento espiritual ou do pensamento. O trabalho dos animais é voltado para a conservação da sua espécie, ao passo que o nosso contribui para o progresso da humanidade e o nosso aprimoramento como seres humanos.

O trabalho não é exclusivo daqueles que precisam sobreviver. Mesmo quem tem muito dinheiro deve buscar um trabalho. Se não precisa lutar pela subsistência material, deve sempre procurar alimentar o seu espírito e aperfeiçoar a sua inteligência com o estudo, as artes, os esportes, etc, colaborando, assim, para o auxílio de si mesmo e do próximo.

Nada na vida acontece isoladamente. Nosso trabalho está intimamente ligado às nossas necessidades de aprimoramento e à parcela de colaboração que podemos dar ao mundo. Na maioria das vezes, o trabalho que desempenhamos está associado aos reajustes que precisamos fazer com a nossa consciência, o que nem sempre é agradável. Nada, porém, acontece por acaso. Podemos não gostar do que fazemos, mas vamos escolher a profissão que está de acordo com aquilo que precisamos evoluir.

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Há os que trabalham em demasia sem uma remuneração condigna. Isso não acontece por azar ou castigo. Estamos aprendendo a lição da vida, que vem nos mostrar a dar valor àquilo que não soubemos valorizar no passado. Quem trabalha de forma exaustiva, muito provavelmente, não soube reconhecer como é importante possuir um trabalho digno e entregou-se ao vício, à ociosidade, ao roubo, à preguiça e outros males semelhantes.

Ganhar bem, por outro lado, pode ser resultado do merecimento. Quem já aprendeu a lidar com o dinheiro em outras vidas, no sentido de reconhecer o valor aparente e transitório que ele tem, pode fazer jus à conquista e manutenção de um patrimônio material. Bens materiais são úteis e bons, mas são ilusórios, na medida que não são eles que poderão construir a realidade da nossa vida futura. O que enriquece, verdadeiramente, o ser humano, é a quantidade de sentimentos nobres que ele já apreendeu.

Daí resulta que a riqueza pode também constituir uma oportunidade de exercitarmos o desapego, o altruísmo e a caridade. Muitas vezes, ao invés de nascermos num ambiente de pobreza, podemos atrair a fortuna para a nossa vida, a fim de irmos nos despindo do apego, do egoísmo e do orgulho.

Não podemos esquecer que a retribuição financeira pode ser o resultado do esforço pessoal e da fé em si mesmo e na divindade. Todo aquele que crê em sua capacidade e luta pelo que quer tem muito mais chances de progredir do que o que permanece estagnado na falta de iniciativa.

Cada um de nós deve estar consciente do nosso lugar no mundo e das possibilidades que podemos desenvolver. As oportunidades que a vida oferece, oferece a todos indistintamente. Apenas uns são mais persistentes do que outros, lutam mais do que outros, se esforçam mais do que outros, acreditam mais do que outros. É preciso que lutemos contra o costume que a nossa alma adquiriu de nos julgar não merecedores das coisas boas e da felicidade.

Vamos orar mais.

Não existe no mundo situação irremediável ou irreversível. Todavia, para modificarmos algo em nossas vidas, é preciso que acreditemos em nós mesmos e nos livremos de sentimentos que nos amarram às dificuldades, como a culpa, o medo, o orgulho e a desvalorização pessoal. Vencer o obstáculo pode não ser tarefa das mais fáceis, contudo, não é impossível. Enquanto se está vivo, tudo o que é próprio da matéria física pode ser alcançado e superado. Só depende de nós.

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