Amar os Inimigos… Como?


Um inimigo não é alguém para se odiar ou repudiar. Não é uma pessoa má, mesquinha ou cruel. Tampouco é falsa ou indigna de confiança. Um inimigo é alguém que, assim como nós, vê com olhos retorcidos a pessoa comum e carente de amor que costumamos ser. E nós, assim como ele, julgamos com a sombra de nossos próprios sentimentos, reconhecendo nele o orgulho que nós próprios temos. Um inimigo não é uma pessoa diferente de nós, mas o eco daqueles pensamentos que lutamos desesperadamente para esconder de nós mesmos.

Nós somos o maior inimigo de nós mesmos, porque sentimentos ruins lutam contra a nossa felicidade. Somos responsáveis por tudo o que nos acontece, e o outro é apenas um reflexo daquilo que nós mesmos estamos sentindo. Quando modificamos nosso padrão vibratório, nutrindo nosso corpo astral (ou perispírito) com sentimentos mais nobres, o outro acaba correspondendo ao nosso sentir, porque as vibrações emitidas por seus sentimentos endurecidos não terão mais abrigo em nossos corações.

Amar os inimigos é uma vitória da alma sobre si mesma. Aquele que consegue amar um desafeto desfaz os elos da inimizade, pois o amor puro e genuíno é incompatível com ela. E, mesmo que o antigo inimigo ainda abrigue por ele ódio em seu coração, esse sentimento não será capaz de alcançá-lo, porque a sintonia necessária para atração das energias não se estabelecerá.

Mas esse amor para com os inimigos é algo muito difícil de se alcançar. O que conseguimos, na maioria das vezes, é uma certa tolerância, fruto da nossa imperfeição. Precisamos ser sinceros e assumir que não é fácil, ao invés de mentir para nós mesmos dizendo que não guardamos rancores, nem mágoas, nem ressentimentos. Somente reconhecendo as nossas dificuldades e deficiências é que estaremos em condições de modificá-las.

Tamanha dificuldade é, até certo ponto, justificável e explica-se pela lei das afinidades. Pensamentos ruins geram ondas fluídicas carregadas de sensações ruins e podem causar mal-estar, ao passo que as ondas enviadas com os bons pensamentos trazem simpatia e prazer. Devemos, portanto, prestar atenção ao que estamos sentindo e pensando, porque a pessoa que é objeto do nosso pensamento estará recebendo tudo o que lhe enviarmos, assim como estamos aptos a captar, energeticamente, os pensamentos dela.

É fundamental que reconheçamos que as dificuldades por que atravessamos são nossas, não do outro. Se não conseguimos perdoar nem diluir a inimizade, é porque não estamos ainda preparados para nos desapegar do sentimento que nos une ao inimigo. Não é o outro que nos provoca, ou dificulta, ou irrita, ou nos maltrata, ou nos agride. Somos nós que nos deixamos atingir dessa forma, em virtude de sentimentos semelhantes que vibram em nós.

Não precisamos, contudo, nos culpar quando não conseguimos perdoar. O importante é o esforço contínuo empregado na reforma de nós mesmos. Se não estamos ainda em condições de amar o inimigo, ao menos vamos tentar não odiar, não alimentar desejos de vingança, não tripudiar nem ser oportunistas, aproveitando as situações que a vida coloca diante de nós para humilhar ou zombar. Notamos que estamos começando a amar nosso inimigo quando o mal que o atinge não nos dá prazer.

Oremos por nós e pelo inimigo, para que, juntos, possamos alcançar a compreensão de que não há felicidade sem amor.

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